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São Marcos, Rio Grande do Sul, Brazil
Mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat.

19 de abr. de 2011

MULHER DE VERDADE!


Uma vez na vida, uma única vez na vida, pode ser em qualquer idade, desde que já saiba o significado da palavra verdade, pode ser aos 14, pode ser aos 35 e até aos 60, mas tem que acontecer.

Mulher, uma vez na vida, tem que ser mulher! Mas de verdade! Deixar de lado o sutiã com bolha, a maquiagem, os acessórios, a cinta modeladora que esconde a barriga e a calça apertada que levanta o bumbum. Assumir as curvas, os sobras, as dobras, as rodas e até os pneus, encarar as dores, os antigos e os próximos amores, o passado que a gente liga, mas ele nem atende, o futuro que a gente entope de expectativas, a chata da dona celulite que a gente insiste em dizer que não passa de gostosa em braile, mas não largamos a coca-cola de jeito nenhum. As espinhas, aquelas que a gente tenta esconder com o famoso “1 kg de base”, mas de um jeito ou de outro ela escapa da nossa fantástica cobertura, o problema é que a gente custa a entender que isso é simples, a pele está respirando, pondo pra fora o que ta ruim lá dentro, igualzinha a nós quando surtamos e a gente esquece que elas também matam por chocolate.

Depois de despir a armadura que carregamos no dia-a-dia só por termos nascido mulher, você pode se olhar no espelho e dizer que é uma mulher de verdade. Porque mulher de verdade é melhor do que qualquer maquiagem da MAC, que transforma o patinho feio em cinderela, mas que o encanto termina a meia noite. Mulher de verdade vai além do Chanel nº5, é essência, é pele, é suor, é calor e até aquele arrepio na nuca. Verdade, em mulher, é além das tempestades, é furacão, é força e é garra. Mulher de verdade é aquela que olha no espelho e se aceita, assim como é, mesmo com aqueles quilinhos a mais, mesmo com aquela tensão que acontece todo mês, mesmo com todos os nossos mesmos infinitos que existem na nossa cabeça.

Claro, concordo plenamente que precisamos para sobreviver tudo isso que mandei despir e mais, muito mais que isso, afinal, somos mulheres. Mas antes de ver aquele mulherão toda montada, com cheiro de modernidade, aceitamos nossas sobras, dobras e delírios, para conseguir nos aceitar acessoriamente poderosas!

Feliz de quem sabe e quem é de verdade, mulher!

P.S; de nós, para nós!

16/04/2011 – MARIA EDUARDA BALDINI ZAFONATTO

13 de abr. de 2011

Do teatro a realidade [vida]

A vida é uma história contada por um idiota com som e fúria. Teatro é um espaço vazio, onde as mentes compõem os detalhes. O longo caminho a percorrer da realidade até o pior delírio, mas como disse um ator: ‘Não sou louco, já fui, não sou mais! Alias, eu sou louco quando tenho ou acho que tenho que ser, piores são aqueles que levam isso a sério.’ A grandeza sempre teve um preço, as coisas podem ser fáceis, mas quem disse que são fáceis de serem mantidas? A grandeza de saber diferenciar uma peça de teatro, de uma história totalmente real é para muito poucos, sempre terá o que faz lembrar-se da ficção ou daquela fala propicia do momento. Por quê? Porque a verdade é totalmente insuportável, ninguém aceita passar por tudo sozinho e então se é tão ruim aceitar a derrota, porque é tão fácil estourar um champanhe francês com milhares de pessoas aplaudindo e se curvando, fazendo jus ao mérito conquistado? Pergunta difícil e até diria sem resposta se não fosse tão fácil se acostumar com o bom e ao mesmo tempo tão perplexo ver o retorno maliguino das coisas.

“Atuar é a arte de fazer um monte de gente ficar sem tossir ou bocejar por um bom tempo!” E falar da dor e da verdade de uma vida inteira? Ficar fora dos palcos e saber interpretar um ‘eu’ sem duas faces ou sem mentiras formadas ao longo do tempo? Está correto afirmar que não existe ‘personagens’ pequenos, cada um tem sua essência. Cada um tem sua forma e cor, sem contradizer que a gente é fruto do que fomos um dia, mas se provemos da base de quando viemos ao mundo, porque existem mudanças? Talvez fosse porque não nascemos formados, e sim nos formamos com o decorrer do tempo e das andanças da vida. Poderíamos chamar de ‘navio’, somos o comandante, precisamos saber corretamente para aonde vamos, assim seguiremos as coordenadas certas! Mesmo sendo comparada com um navio, não deixo de dizer que não passa de um ‘vácuo’, vazio e frio, é nossa obrigação encher de fúria, êxtase e revoluções.

As mesmas fúrias, os mesmos êxtases e as mesmas revoluções encontradas em um palco de teatro, transformadas em vida real, com a difícil missão de resolver tudo, sem nenhuma forma de ‘atuar’. É tão complicado ser o que realmente somos e também é tão simples respirar fundo e ser uma pessoa formada pelo texto que está no papel. Seria tão bom acreditar que as pessoas que estão na rua, dormindo sem sua própria casa, estão apenas atuando, para mostrar o quanto o país pode ser pior, talvez essa vontade de trazer todo mundo para casa e colocar na cama, dizer que amanha tudo ficará bem. Valores morais, valores morais! Esquecidos? Sim, no teatro, na realidade e em tudo que possa se julgar em pessoa com sanidade mental.

11 de abr. de 2011

PROJETO - CONTE UMA HISTÓRIA EM 5 PARÁGRAFOS - 2009

Estava assustada nos últimos dias, uma moral despedaçada e minha identidade tão suja quanto meu corpo. Bizarro, meu futuro se perdia entre mesas de um bordel. Interligada entre couro x seda por um querer perigoso, frio na espinha, arrepio no corpo todo e aquilo que me arrancava um sorriso me dava junto à certeza que não ficaria para o final. Enganei-me! Não podia fazer mais nada, minha boca ardia, meu corpo tremia a cada golpe. Naquela noite não me vendi. Dei-me por inteira.

Não era mais um desejo e sim um vicio que eu acabava tentando esconder de mim mesma, tomou conta e me arrastou de cabeça para padrões desordenados. Aquilo havia ficado forte, relampejava dentro do meu peito e minha criatividade para planejar uma fuga inesperada, foi embora com minha lucidez. A noite que parecia não ter fim deu lugar aos raios de um sol com cheiro de esperança. Acordei com uma rosa vermelha pinicando meu braço. 11 horas, 15 minutos e pequenos pedaços de saudade, o telefone toca.

Combater com meus próprios sentimentos? Distraída por devaneios que assombravam minha mente, sem resultados, me perdia em perguntas sem respostas e memórias fotográficas. Talvez a história ficasse mais fácil! Não estava dando prioridade á mim e ainda forçava um sorriso torto.

- Alô? No silêncio, um suspiro aveludado. Não sabia se desmoronava ou me edificava, mas insisti: - A alguém ai? Nada suave, uma voz rude e nada siguinificativa pra mim:

- Valentina dessa! Alguém há espera.

Desci as velhas escadas, sentindo a corrente de ar frio balançando meus cabelos, uma sensação de tontura e bem estar. Logo vi seus olhos me fitando. Sorri internamente. Pegou uma de minhas mãos largando um papel, me olhava atento quando saiu. “Beleza ousada, olhos com incógnitas, atrevimento lhe pedir uma chance?” Saí, meus olhos lacrados, gritos ecoavam em minha mente e a limpeza de minha alma tinha ido embora. Ainda me visava de longe, se moveu em um sinal que me fez entender: Eu tinha um dia.

Ironia se eu dissesse que precisava de um dia para pensar. Corri contra o vento pisando firme sobre a calçada, o desejo era urgente. Moreno, alto e com olhos impacientes. Esperava- me escorado com um sorriso torto. Adormeci, minhas pernas em um enrosco desordenado, sua boca enroscando em minha nunca como as cordas de um violão qualquer. Mas foi seus olhos profundos, sua boca maliciosa, seus dedos ferozes em minha pele que me deixaram assim. Corri atrás de minha futura vida, da minha nova vida.

31/08/2009 – PROJETO CONTE UMA HISTÓRIA EM 5 PARAGRÁFOS – CAPRICHO

MARIA EDUARDA BALDINI ZAFONATTO

JORDANA MAURINA

ANA PAULA GONÇALVEZ

MARIA JÚLIA ARMILIATO

1 de fev. de 2011

A pedidos! Aqui está.

VERGONHA É INVESTIR EM FUTILIDADES QUANDO O FUTURO ESTÁ NA EDUCAÇÃO.

Temos sonhos, ideais, metas. Caminhamos em busca de nossas realizações dia – a – dia. Buscamos mais ainda e com mais determinação um futuro digno e glorioso.

A caminhada desde cedo para o trabalho, a vontade de estudar cada vez mais e mais para ter uma formação melhor, deixa nossos pais, mestres, amigos e nós jovens, cada vez mais orgulhosos de nós mesmos.

Uma pena que o orgulho termina quando o reajuste das passagens para deslocamento sobe ano a ano, pensando mais ainda no bolso dos estudantes.

Além do preço que pagamos na mensalidade da universidade, esperávamos também a colaboração da prefeitura, para que cada vez que as passagens sofrerem reajuste, os nossos benefícios aumentarem também.

As promessas que um dia foram nos feitas, criaram em nós estudantes anseios de tornar nossos objetivos em realidade, para que além de nos tornar profissionais e cidadãos competentes, nos dar o direito de poder falar com orgulho do nosso município, que vem crescendo ano a ano, mas está esquecendo de dar prioridade para muita coisa importante.

Poder encher a boca para falar de São Marcos, como os 400 estudantes beneficiados de Gramado, que além dos grandes benefícios adquiridos em 2010, os planos para 2011 são de 100% de auxilio.

Poder ter orgulho de ouvir da prefeitura da nossa cidade as mesmas palavras que foram ditas pelo prefeito de Gramado. “NÃO SE CONSTRÓI UMA SOCIEDADE CIVIL MODERNA E DEMOCRÁTICA, QUE VALORIZE A FORMAÇÃO DA CIDADANIA, SEM PRIORIZAR A ELEVAÇÃO EDUCACIONAL.”

O fim de 2010 e o início de 2011 foi marcado por momentos desagradáveis, muitos deles relacionados a jovens da nossa população, vamos nos conscientizar e priorizar tudo o que ainda temos.

2011 começou também com mais um reajuste das passagens para R$: 5,60. Com o desconto que ganhamos da prefeitura, que é bom, mas não suficiente, os estudantes estão pagando 3,36. O que gera mensal um gasto em torno de 100 á 140 reais, quando o salário mínimo do brasileiro está cotado a 540,00.

Também não só criticando, agradecemos e elogiamos as empresas que se mobilizam e oferecem benefícios aos seus colaboradores, auxiliando nas despesas educacionais, mas também é outro projeto escasso em São Marcos.

Não sendo a primeira vez que resolvemos nos manifestar, esperamos que este não seja mais um, dos muitos “gritos”que foram calados.

ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DE SÃO MARCOS

Texto : Maria Eduarda Baldini Zafonatto

“Eu serei cada um dos girassóis do reino a ser feito”.

Caio Fernando Abreu

Abrace esta idéia, repasse para o maior número de estudantes que puder. Um grito sozinho quase não significa nada, mas uma multidão gritando, pode mudar muita coisa.

24 de ago. de 2010

Até quando?

Até quando vamos aceitar ficar com a ‘’bunda’’ quadrada de tanto permanecer sentados na cadeira da vida, deixando as coisas acontecerem e andarem por si próprias. Até quando vamos engolir calados que as coisas acontecem porque tem que acontecer e se conter de levantar a mão e gritar pra todos que essa história não passa de desculpa de gente preguiçosa e de quem não faz nada para ver mudanças. Até quando vamos ver nossa felicidade embarcar em um trem para longe e nos ver deixar ela ir sem mover uma palha por ter medo de se permitir. Até quando vamos abaixar a cabeça por qualquer não que nos enfiarem na cara, quantas vezes vamos ver nossos joelhos ralados de tanto cair no chão, por ter feito de novo o que era certo, mas sabendo que não era bom para nosso interior. Até quando vamos desistir de nossas tão sonhadas idealizações só porque achamos, ou porque alguém disse que era impossível. Quando vamos perceber que não é regra tudo aquilo que nos impõem. Quando vamos pisar com toda a nossa capacidade no medo que temos, erguendo a cabeça e enfrentando aqueles obstáculos que nos parecem inquebráveis, mas quando olhamos de outro ângulo vemos o tamanho da nossa capacidade.

Podemos sim mudar o que já foi feito, basta começar por nós mesmos. Vale querer mudar o mundo, a cidade, o vizinho ou até o nosso próprio jeito de ver as coisas, mas é de baixo que se levanta, é das pequenas que se constroem as grandes. É por nós e por aqueles que estão vindo que devemos optar por fazer diferente, por ser diferente.

Trocando o nome ‘’sonho’’ por ‘’concreto’’.

“Antes de querer mudar o mundo, mude-se’’.

19 de ago. de 2010

Recarregue suas pilhas.

Hoje depois de mais um dia de escritório me deparei com a senhora vizinha que ‘’sem querer’’ sabia da minha rotina e antes de dar boa tarde me enfio goela abaixo uma pergunta: ‘Se não cansa não mocinha?’. Dois segundos depois me veio uma de minhas músicas preferidas na cabeça e cantarolei: “Quem tem um sonho não cansa meu amor! ’’ Ela sorriu e eu subi o lance de escada que me levava até minha casa.

Sem mais nem menos aquela pergunta de curiosidade cambaleou na minha cabeça e me fez pensar no que realmente devia ter respondido. Depois de minutos matutando cheguei a conclusão que sabia por que não cansava.

Sabe aqueles sorrisos que a gente arranca das pessoas por falar besteira ou por simplesmente ser desastrada? E aqueles que as próprias pessoas que dão risada conosco nos tiram gargalhadas por serem só como realmente são? Sabe aquela surpresa que nunca imaginava receber? Aquela caixa de bombom roubada da mãe mesmo depois de ter passado a idade de fazer isso? E aquele ganhado com um belo gesto de afeto? Sabe aquela recepção de um animal de estimação quando a gente chega em casa? Aquele telefonema? Aquela companhia? Aquelas pessoas que entram na vida e no coração da gente derrubando tudo? Aquela loucura? Aquele porre terrível? Aquela ressaca engraçada no dia seguinte? Aqueles programas de gordinha tensa com as amigas? As intermináveis ligações para falar da mesma coisa? As gargalhadas, os abraços, o cotidiano, a rotina que não é rotina? Aquele chefe que é a mais gente boa de todos? Os amigos, que NUNCA, (em letra maiúscula mesmo) deixaram a desejar. E aquelas lembranças? Aqueles apegos? Sabe lá aonde o calo que todo mundo tem dói, mas que mesmo assim ainda faz você rir? Sabe aquele passado que não é passado? Aquele futuro totalmente planejado errado? Ou aqueles programas de índio que saem melhor que o esperado? A comida que ficou ruim? A bagunça? As confusões? Os desastres? As indiretas e as diretas? Sabe aquilo que é simples de mais, só que te faz tanto feliz que da aquela vontade de manda todo mundo pra aquele lugar e gritar poooooooorrra como eu me sinto bem!

Pois é, tudo isso e mais muita, muita coisa que só a gente mesmo sabe recarregam um pouquinho por dia a nossa “bateria”.

Então ta ai a resposta porque eu não canso, ta ai a resposta porque você não deve cansar.

E lembre-se não é dormindo que se recarregam as pilhas, não mesmo!

PS: Desculpa blog, pela ausência, mas parei de planejar e fui viver!

11 de abr. de 2010

5 de abr. de 2010

que saudade desse teu eu tão incompleto.

Vasculhando nas memórias algum assunto, encontrei a carta que eu rabisquei na capa de um livro: “pra você”, era o destinatário. Não sei por que não mandei, talvez não quisesse passar a limpo o passado. Em letras garrafais eu te dizia: “acertei o caminho não porque segui as setas, mas porque desrespeitei todas as placas de aviso”. E achei curioso eu usar essa metáfora sem nem ao certo saber o que queria te dizer com isto. E depois de repousadas aquelas palavras eu percebi quanta coisa eu escrevi pra você, querendo dizer pra mim. Porque eu jamais chegaria aonde cheguei se só andasse em linha reta. Tive que voltar atrás, andar em círculos, perder dias, perder o rumo, perder a paciência e me exaurir em tentativas aparentemente inúteis pra encontrar um quase endereço, uma provável ponte: a entrada do encontro.Você tão ocupado com seus mapas, tão equipado com sua bússola, demorou tanto, fez sinais de fumaça e não veio. Você simplesmente não veio. Mas me ensinou a intuir caminhos certos, a confiar nos passos, a desconfiar dos atalhos. Porque eu estava do outro lado e só. Sem amparo. Mas caminhava. E você estava absolutamente equipado com seu peso. E impedido de andar por seus medos. ( Blog da Marla, com trechos da Elenita.)

17 de mar. de 2010

Parte ou fase

Quando olhar pra trás não faz mais sentido algum, quando pensar em olhar para o lado não faz mais bem pra alma o que nos resta é se erguer do chão, juntar o escudo e a espada e partir de novo. Em busca do canto pra dormir em paz, do abraço que sossega, do beijo que sustenta, da verdadeira felicidade que passamos a vida procurando. Erramos quando insinuamos que não somos felizes com aquilo que temos, muitas vezes é o mundo para alguém e nós, por sermos humanos e cometer falhas diárias sequer conseguimos enxergar o que está invisível aos olhos, mas na frente do coração. Ter cautela com as coisas, querer se proteger é bem diferente de se privar daquilo que não seria o ideal, mas faz um bem inestimável. Recomeçar já virou mania, prefiro chamar de tentar de novo, e de novo, e de novo e assim quantas vezes for preciso. Uma flor passa por estágios para desabrochar deslumbrante. Assim como nós, basta saber tirar proveito de cada parte ou fase, como quiser chamar!

13 de mar. de 2010

Lá estava em perfeito deslumbre, com sua armadura e seu escudo apostos, mas sua principal arma ainda era o silêncio. Competente, tanto no ataque quanto na defesa. Tanta fortaleza, tão de ferro e se entregar pelo olhar ou por pequenos detalhes não é justo. Até o mais nobre e honrado cavaleiro comete falhas, então, quem somos nós para dizer que não erramos. Não condiz contar derrotas ou vitórias, condiz contar dias de luta, dias de caminhada, dias de recomeço. Siga em frente como o cavaleiro de ferro, e quando encontrar a paz que procura, desça de seu cavalo branco e grite pro mundo e pra si mesmo: Eu não desisti, eu consegui!

3 de fev. de 2010

intenso, perturbador, insaciável, mas limitado. Assim, dessa maneira.

Exatamente 5 horas de uma fria tarde de outono. Desceu de seu Landau vermelho 1977 cheirado a roupa limpa, o cabelos esvoaçando e se perdendo no vento. Com toda sua sutileza e com a cara mais oposta para a situação impossível caminhava com um ar de quem esperava algo a mais da vida, ou simplesmente daquele momento. Ela estava sentada com as mãos nos joelhos suando frio e quase tendo um colapso nervoso, ou um derrame emocional. Com toda sua tranqüilidade sentou ao lado dela e a beijou na testa. Tenho mera certeza que aquele beijo a levou a 30 lugares diferentes sem se mover. Perfeito era o momento e não a noticia que ele vira trazer. Estava partindo, aquela pequena cidade do lado norte do país era pequena demais para ele, para os sonhos dele, para o sentido que ele queria dar ao seu próprio viver. Ela não sabia se era só a cidade, ou se ela era pequena de mais também para faze-lo ficar ao seu lado até os fins dos seus dias. Lágrimas envolveram seu rosto, e quando iria se pronunciar o dedo indicador dela tocou seus lábios em um gesto que pedia silêncio, e então ela se pronunciou:
- Como, como me manter longe de ti se minha boca procura a tua, meu corpo pede casa ao enrosco desordenado dos teus braços, minha mão sem pensar sempre avança a tua nuca! Como?
Exatamente o que ela descreverá em sua unica fala estava acontecendo, lá estavam eles mais uma vez se perdendo de si e se encontrando um no outro. Mas como as folhas do outono estavam tocando o chão, o amor avesso também estava indo ao chão. O passar do trem e o barulho que as ferragens antigas fazia nos trilhos despertou eles do topor aonde se encontravam. Ele se levantou em um pulo desajeitado e se lembrou que aquilo era só mais uma das várias coisas que ele haveria de esquecer se quisesse ser mesmo livre. Ela ficou no chão, sem entender. Com a fome de um lobo faminto, enterrou sua cabeça entre as folhas e quis por um momento que a terra a engolisse.

12 de jan. de 2010

Não sei, não lembro mais da tua voz, não sei mais que cheiro tem tua ropa, teu pescoço, corpo. Nao lembro mais do sabor do teu beijo, do calor do teu abraço. Foram somente coisas que morreram por não se renovarem. A chuva vem, vai, deixa o sol voltar e cai de novo e da espaço pra noite. Se ela não volta provavelmente o sol vai tomar conta, e ai o que não se renovou, foi ao chão. Pena que não é assim com tudo aquilo que ainda guardo aqui dentro, pena que não é assim com as milhares de lembranças dos poucos dias que ficamos junto, de bem, com nós, comigo, contigo, com a vida e com a alma. Mas como perder-se também é caminho, eu desejo sincera mente que tu se perca, bem longe daqui aonde tento continuar.

26 de dez. de 2009

Ela se perdia mais ainda a cada passo, novas caras, novas pessoas, novos ideais ou os mesmos de certo tempo atrás. A semana acabaria e ela continuaria a se perder, dentro de si, dentro de deles, dentro de ti. O elo que ainda os unia já se desmanchara quando ela passou a olhar pra si e não pro lado ou para trás. Uma coisa ainda era certa e Valentina tinha certeza disso: o dia de amanha.

18 de dez. de 2009

“o calor do abraço deu lugar a os ponteiros do relógio da vida, que sempre acaba a nos governar".

Se tem ou não a reação que no fundo queria que tivesse, já não me importa. Importo-me com o que eu sei, com princípios verídicos ou não e com as razões que me governam, me importo com aquilo que acredito. Importo-me com aquilo que acho certo, mesmo confessando de longe que certo não és, nem uma vírgula.

Sei que também se importa, acredita, valoriza. Não reage, mas sente, sente tremor, sente falta, saudade, apego, sente-se perto até de mais.

Sinto-te perto, faz de conta que não, mas sempre acaba se entregando pelo olho, sempre foi assim, em todos os sentidos. E quando te vejo abandonando, abandonado, sei que voltará.

Se as coisas só existem porque acreditamos, então sinceramente eu prefiro acreditar.

“às vezes me sinto neutra, desacreditando nas coisas nos tornamos neutros.”

“vida desgastante, em menos de segundos tira tudo da gente menos o recomeço.”

“tantas vezes me perguntaram quem eu era, eu ria. Sempre acabava me encontrando naquilo que eu mesma escrevia, que nem se quer sabia de onde vinha.”

“sempre achei o sempre e o nunca um tanto limitados de mais, mas nós mesmos sempre acabamos esbarrando em nossas limitações mesmo nunca acreditando nisso.”

“gosto do barulho e da inquietação, mas o silêncio me eleva e sempre acabo aprendendo com ele.”

anarquias

mesmos sentidos