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São Marcos, Rio Grande do Sul, Brazil
Mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat.

19 de ago. de 2010

Recarregue suas pilhas.

Hoje depois de mais um dia de escritório me deparei com a senhora vizinha que ‘’sem querer’’ sabia da minha rotina e antes de dar boa tarde me enfio goela abaixo uma pergunta: ‘Se não cansa não mocinha?’. Dois segundos depois me veio uma de minhas músicas preferidas na cabeça e cantarolei: “Quem tem um sonho não cansa meu amor! ’’ Ela sorriu e eu subi o lance de escada que me levava até minha casa.

Sem mais nem menos aquela pergunta de curiosidade cambaleou na minha cabeça e me fez pensar no que realmente devia ter respondido. Depois de minutos matutando cheguei a conclusão que sabia por que não cansava.

Sabe aqueles sorrisos que a gente arranca das pessoas por falar besteira ou por simplesmente ser desastrada? E aqueles que as próprias pessoas que dão risada conosco nos tiram gargalhadas por serem só como realmente são? Sabe aquela surpresa que nunca imaginava receber? Aquela caixa de bombom roubada da mãe mesmo depois de ter passado a idade de fazer isso? E aquele ganhado com um belo gesto de afeto? Sabe aquela recepção de um animal de estimação quando a gente chega em casa? Aquele telefonema? Aquela companhia? Aquelas pessoas que entram na vida e no coração da gente derrubando tudo? Aquela loucura? Aquele porre terrível? Aquela ressaca engraçada no dia seguinte? Aqueles programas de gordinha tensa com as amigas? As intermináveis ligações para falar da mesma coisa? As gargalhadas, os abraços, o cotidiano, a rotina que não é rotina? Aquele chefe que é a mais gente boa de todos? Os amigos, que NUNCA, (em letra maiúscula mesmo) deixaram a desejar. E aquelas lembranças? Aqueles apegos? Sabe lá aonde o calo que todo mundo tem dói, mas que mesmo assim ainda faz você rir? Sabe aquele passado que não é passado? Aquele futuro totalmente planejado errado? Ou aqueles programas de índio que saem melhor que o esperado? A comida que ficou ruim? A bagunça? As confusões? Os desastres? As indiretas e as diretas? Sabe aquilo que é simples de mais, só que te faz tanto feliz que da aquela vontade de manda todo mundo pra aquele lugar e gritar poooooooorrra como eu me sinto bem!

Pois é, tudo isso e mais muita, muita coisa que só a gente mesmo sabe recarregam um pouquinho por dia a nossa “bateria”.

Então ta ai a resposta porque eu não canso, ta ai a resposta porque você não deve cansar.

E lembre-se não é dormindo que se recarregam as pilhas, não mesmo!

PS: Desculpa blog, pela ausência, mas parei de planejar e fui viver!

11 de abr. de 2010

5 de abr. de 2010

que saudade desse teu eu tão incompleto.

Vasculhando nas memórias algum assunto, encontrei a carta que eu rabisquei na capa de um livro: “pra você”, era o destinatário. Não sei por que não mandei, talvez não quisesse passar a limpo o passado. Em letras garrafais eu te dizia: “acertei o caminho não porque segui as setas, mas porque desrespeitei todas as placas de aviso”. E achei curioso eu usar essa metáfora sem nem ao certo saber o que queria te dizer com isto. E depois de repousadas aquelas palavras eu percebi quanta coisa eu escrevi pra você, querendo dizer pra mim. Porque eu jamais chegaria aonde cheguei se só andasse em linha reta. Tive que voltar atrás, andar em círculos, perder dias, perder o rumo, perder a paciência e me exaurir em tentativas aparentemente inúteis pra encontrar um quase endereço, uma provável ponte: a entrada do encontro.Você tão ocupado com seus mapas, tão equipado com sua bússola, demorou tanto, fez sinais de fumaça e não veio. Você simplesmente não veio. Mas me ensinou a intuir caminhos certos, a confiar nos passos, a desconfiar dos atalhos. Porque eu estava do outro lado e só. Sem amparo. Mas caminhava. E você estava absolutamente equipado com seu peso. E impedido de andar por seus medos. ( Blog da Marla, com trechos da Elenita.)

17 de mar. de 2010

Parte ou fase

Quando olhar pra trás não faz mais sentido algum, quando pensar em olhar para o lado não faz mais bem pra alma o que nos resta é se erguer do chão, juntar o escudo e a espada e partir de novo. Em busca do canto pra dormir em paz, do abraço que sossega, do beijo que sustenta, da verdadeira felicidade que passamos a vida procurando. Erramos quando insinuamos que não somos felizes com aquilo que temos, muitas vezes é o mundo para alguém e nós, por sermos humanos e cometer falhas diárias sequer conseguimos enxergar o que está invisível aos olhos, mas na frente do coração. Ter cautela com as coisas, querer se proteger é bem diferente de se privar daquilo que não seria o ideal, mas faz um bem inestimável. Recomeçar já virou mania, prefiro chamar de tentar de novo, e de novo, e de novo e assim quantas vezes for preciso. Uma flor passa por estágios para desabrochar deslumbrante. Assim como nós, basta saber tirar proveito de cada parte ou fase, como quiser chamar!

13 de mar. de 2010

Lá estava em perfeito deslumbre, com sua armadura e seu escudo apostos, mas sua principal arma ainda era o silêncio. Competente, tanto no ataque quanto na defesa. Tanta fortaleza, tão de ferro e se entregar pelo olhar ou por pequenos detalhes não é justo. Até o mais nobre e honrado cavaleiro comete falhas, então, quem somos nós para dizer que não erramos. Não condiz contar derrotas ou vitórias, condiz contar dias de luta, dias de caminhada, dias de recomeço. Siga em frente como o cavaleiro de ferro, e quando encontrar a paz que procura, desça de seu cavalo branco e grite pro mundo e pra si mesmo: Eu não desisti, eu consegui!

anarquias

mesmos sentidos